Publicado em 4 de agosto de 2026 · Dra. Tatiana Gaertner | OAB/PR 43.655
Seca, geada ou excesso de chuva costumam atingir uma região inteira, e isso, por si só, já é de conhecimento público. Mas, diante do banco, esse conhecimento público não demonstra quanto a sua propriedade especificamente perdeu com o evento. E é exatamente esse o ponto que costuma travar pedidos de alongamento de dívida rural.
Não basta comprovar que houve seca, geada ou chuva em excesso na região. É preciso demonstrar o impacto direto na sua produção, o que envolve três elementos:
Sem esses três elementos amarrados, o pedido de alongamento fica mais vulnerável a uma negativa.
Um erro comum é deixar pra reunir a documentação da perda só quando a parcela vence ou quando o banco já negou a solicitação. Laudos feitos muito tempo depois do evento climático, sem conexão direta com os números daquela propriedade específica, tendem a enfraquecer o pedido, mesmo quando o evento em si é real e notório.
A documentação da perda deveria começar junto com a safra, não depois do aperto financeiro.
Quanto mais próximo do evento essa documentação for reunida, mais consistente ela se torna diante do banco.
Se a tua produção ficou abaixo do esperado e isso comprometeu a tua capacidade de pagamento, fale com a tua advogada. Se ainda não tem uma, procure uma especialista antes de reunir a documentação ou protocolar o pedido.
Fale com a Dra. Tatiana Gaertner e avalie o seu caso antes de protocolar o pedido de alongamento.